Acadêmicos de Radiologia e Enfermagem desenvolvem PI sobre qualidade de vida de idosos


Na manhã de hoje, 5, acadêmicos do 3º semestre dos cursos de Radiologia e Enfermagem do Iespes realizaram uma ação do Projeto Interdisciplinar (PI), no barracão da igreja católica Santo Antônio, bairro Laguinho. Foram realizadas diversas atividades voltadas à qualidade de vida de idosos.

Os acadêmicos de Enfermagem realizaram uma palestra com os idosos, fizeram atendimentos de saúde como teste de glicemia e aferição de pressão arterial. Também houve café da manhã com alimentos saudáveis para os participantes.

A aluna Bruna Carvalho comentou sobre o PI da turma: “Nós abordamos o sedentarismo e as possíveis doenças que podem ser causadas por meio dele. Foi uma ação para orientar os idosos a uma vida saudável, à prática de exercícios físicos, visando o bem estar para eles”. Os professores orientadores do PI da turma são Andrei Freitas, Cristina Sena e Maurício Almeida.

Um dos assuntos destacados em uma roda de conversa foi a prevenção ao mal de Alzheimer. A psicóloga convidada, Geniély Lourenço Almeida, falou sobre os aspectos psicossociais importantes para a prevenção e tratamento da doença.

O coordenador do curso de Radiologia do Iespes, professor Luciano Sales, conduziu a ação. Ele destacou a importância do projeto para os acadêmicos. “A inserção de acadêmicos na comunidade possibilita o ganho de habilidades necessárias à prática profissional. Contribui para a formação de profissionais reflexivos, críticos, éticos e humanísticos”, afirmou.

Além disto, o professor ressaltou o benefício que o PI da turma oferta às pessoas que são atendidas. “Trabalhar a temática 'prevenção ao mal de Alzheimer' é importante para os idosos, uma vez que naturalmente o processo de perda de memória é uma consequência que todos os humanos começam a desenvolver a partir de uma certa idade”, explicou.

Os alunos aplicaram jogos de palavras cruzadas, caça-palavras e Tangram, um jogo chinês, que consiste na formação de figuras e desenhos para melhorar a percepção, o raciocínio e a concentração. Os jogos são uma forma de exercitar o cérebro e ajudar na memória dos idosos.

Também foram entregues jogos para que eles possam praticar em suas próprias casas. “Uma das formas de retardar este processo de perda de memória é exercitando o cérebro por meio de jogos que permitam o trabalho dos aspectos cognitivos do ser humano”, explicou Luciano.

Ao final, houve muita dança e alongamentos conduzidos pelo educador físico Jonathan Figueira. O professor afirma que a manhã foi produtiva e que os idosos saíram felizes e satisfeitos. É o que confirma o participante Juarez Vita de Souza, que além dos benefícios citados, vê no projeto uma forma de distração. “Eu moro sozinho há cinco anos. As ações são muito boas porque tira o estresse da pessoa. É muito ruim ficar isolado”, comentou.