Equipe do Iespes promove ação de saúde em embarcação da empresa francesa LDC em Santarém


Funcionários de tripulações da empresa francesa Louis Dreyfus Company (LDC), em Santarém, que processa e comercializa produtos agrícolas, receberam, na manhã de quarta-feira, 28, uma ação de saúde do Iespes dentro de uma das embarcações.

Alunos do curso de Farmácia que fazem estágio, integram a Liga Acadêmica de Farmácia do Oeste do Pará (Lafopa) e a equipe do LabIespes, sob coordenação da responsável técnica pelo laboratório, Socorro Galúcio, fizeram 26 testes de glicemia, 26 verificações de pressão arterial e aplicaram 48 doses de vacinas. Também foram disponibilizados testes rápidos de PSA.

A equipe foi convidada para apoiar a campanha “Novembro Azul” da empresa, que também ocorre em outros locais do Brasil. Além do Iespes, a ação teve parceria com a Secretaria de Saúde, que disponibilizou vacinas.

O comandante da embarcação LDC Tocantins, capitão fluvial, Rodolfo de Freitas Fernandes, ressaltou que essa foi uma oportunidade única para as tripulações terem acesso aos serviços de saúde, pois passam um longo período de tempo nas embarcações.

“Devido nossos serviços técnicos na profissão, não temos muito tempo, na estadia, na cidade, para recebermos atendimentos de saúde, então foi fundamental essa ação e atendeu todos os requisitos que nós precisamos, supriu a necessidade de três tripulações. É um fato único na nossa empresa”, destacou.

Os funcionários passam cerca de 30 dias a bordo, sem acesso à cidade. O marinheiro fluvial de convés, Juscelino dos Santos Lopes, afirmou que esta, que foi a primeira ação no navio, foi essencial para a sua saúde e dos colegas.

“Trabalhamos viajando e ficamos bastante tempo confinados, não temos acesso a hospitais, então com os serviços a bordo, no nosso trabalho, fica bem mais fácil. Conferimos se está tudo bem com a saúde e já podemos prevenir caso dê alguma coisa de errado”, contou.

A enfermeira do trabalho, Cláudia Pereira, que convidou a equipe do Iespes, agradeceu a parceria e disse que é difícil conseguir ofertar este tipo de ação a bordo. Ela ressaltou que é necessário que os funcionários recebam os serviços, ainda mais para os homens que, além de passarem muito tempo nas embarcações, são mais difíceis que as mulheres para procurar os atendimentos.

“Queremos fazer com que a saúde do trabalhador seja trabalhada como nas unidades básicas que funcionam em terra. É de fundamental importância os embarcados receberem orientações, porque a aferição de pressão arterial, eles fazem um no outro, e os medicamentos, eles têm, mas a orientação é essencial”. Os homens foram a maioria do público atendido.

A farmacêutica do LabIespes, Socorro Galúcio, repassou orientações importantes sobre cuidados com a saúde e afirmou que a equipe está de prontidão para ajudar quando precisarem.

“Sempre quando recebemos um ofício, vamos atender com grande satisfação, porque todos ganham. Aqui, os tripulantes e os acadêmicos também, em forma de conhecimento. Fazemos essas ações há muitos anos. É um trabalho social para a comunidade. A Fundação Esperança, mantenedora do Iespes, sempre teve essa missão”, contou.

A ação foi ainda mais especial para os acadêmicos, porque alguns estavam se despedindo do trabalho social enquanto alunos, por conta da finalização do curso. Silvana Gonçalves Melo, do 10º semestre de Farmácia, falou sobre a satisfação de poder olhar para trás e ver o quanto foi realizado. Ela agradece as oportunidades na academia.

“É um sentimento de gratidão, porque foram oportunidades muito boas que apareceram na minha vida, na minha carreira acadêmica, valiosas, e tenho certeza que contribuiu muito com meus conhecimentos. Elas vão fazer a diferença quando eu terminar a faculdade. São conhecimentos que jamais vou esquecer”, afirmou.

Silvana iniciou como monitora voluntária no LabIespes desde o 1º semestre do curso, e depois foi contratada como estagiária remunerada. Ela e os outros alunos que estão finalizando o ciclo, aproveitaram para se despedir do que mais marcou a vida acadêmica no Iespes, o trabalho social, e de uma forma diferente das outras vezes.