Professor do Iespes integra roda de jornalistas durante Workshop em Santarém


O professor do curso de Jornalismo do Iespes, Paulo Lima, integrou uma roda de conversas de jornalistas durante o Workshop de Mineração, Sustentabilidade e Jornalismo, promovido no sábado, 8, em Santarém, pela mineradora Alcoa.

Além de Paulo Lima, também participaram do evento, pelo Iespes, alunos do curso de Jornalismo e as professoras Lenne Santos e Ana Betânia Araújo.

Na ocasião, representantes da empresa em Juruti explicaram como a mineradora trabalha, especificaram o processo de mineração, a forma de operação, sustentabilidade, resgate da fauna e da flora, monitoramento dos órgãos, ciclos de licenciamento, entre outras questões.

Em seguida, jornalistas fizeram uma roda de conversa sobre a qualidade e responsabilidade da imprensa diante dos desafios da era digital. A atividade foi alusiva ao Dia da Imprensa, celebrado em 1º de junho.

Durante da roda de conversa, jornalistas abordaram temas como a produção jornalística na Amazônia, protagonismo das populações tradicionais, desafios para a prática do jornalismo na região, ética e responsabilidade social do jornalista em produzir bom conteúdo. Também esteve em pauta questões ligadas às fake news, papel do profissional na era digital, entre outros.

Paulo Lima ressaltou que falta iniciativa de jornalismo independente na região e que é preciso avançar na questão de diversidade de fontes, para dar mais voz aos povos tradicionais da Amazônia. Destacou a importância de conhecer as peculiaridades dos povos da região e pautar assuntos que podem ser mais bem aproveitados pelas pessoas daqui.

Além disso, falou sobre a necessidade de combater as notícias falsas e conscientizar as pessoas sobre o cuidado em não compartilhar informações fake news. Segundo ele, é necessária muita paciência para fazer isto.

“Tem muitas pessoas ganhando muito dinheiro fazendo Fake News profissionalmente. A pessoa faz um site com uma cara moderna, não tem nada de amador nisso. Temos que trabalhar rebatendo as Fake News, porque uma hora as pessoas que produzem elas cansam. Temos que fazer nossa parte. [...] Fake News pode ser um tiro fatal no jornalismo profissional”, atentou.

Durante a roda de conversas, foi abordada ainda a dificuldade em despertar o interesse dos moradores da região por assuntos da Amazônia. Outra questão foi sobre a importância de esclarecer assuntos da região para pessoas de outros locais, que não têm a mesma convivência que os moradores daqui.