Fundação Esperança realiza doação de peças do acervo do Museu Esperança para Ufopa


Uma cerimônia realizada na tarde de terça-feira, 28, no prédio da administração da Fundação Esperança, marcou a doação de mais de 200 peças do acervo do Museu Esperança de Ciência e Cultura para a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Na ocasião, o reitor da Ufopa, professor Hugo Alex Diniz, e o presidente da Fundação Esperança, Renato Dantas, assinaram o termo de doação das peças que compunham o acervo do Museu desde o ano de 2010, e foram coletadas durante o desenvolvimento de ações em bairros e comunidades de Santarém, Belterra e Itaituba, além de doações feitas por colecionadores. O presidente da Fundação Esperança, afirmou que o material ganha mais visibilidade, além de contribuir com o desenvolvimento de estudos realizados no curso de Arqueologia, considerando o valor histórico e cultural do acervo. “Tenho certeza absoluta que essas peças vão ter muito mais utilidade para a comunidade santarena estando sob os cuidados da Ufopa”. O contato entre as instituições iniciou há quase um ano, quando foi feito o trabalho de catalogação das peças, com apoio de professores do curso de Arqueologia da Ufopa, e resolvidas as questões legais referentes à doação. O reitor falou da importância da Fundação Esperança, que se prepara para comemorar 50 anos de serviços de atendimento à comunidade, e também da parceria que se estabelece a partir de agora. “É um excelente começo de uma parceria que será muito frutífera. Eu creio que se as instituições de ensino superior e instituições que trabalham no atendimento à comunidade estiverem juntas é possível fazer muitas ações que nenhuma pode fazer de forma isolada”, acrescentou.

Durante a reunião foram mencionadas outras parcerias que podem surgir a partir de agora, inclusive com ações desenvolvidas no navio-hospital Abaré, considerando o pioneirismo da Fundação Esperança em serviços de saúde com um barco hospital, desenvolvidos na década de 70, e em comunidades ribeirinhas durante mais de 20 anos, no atendimento a remanescentes de Quilombos do alto e médio Trombetas, no município de Oriximiná.